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Especialistas temem que China perca 90% do mercado de Bitcoin

De acordo com o editorial britânico Express, o Banco Central da China confirmou que as negociações de compra e venda de bitcoin no RMB (moeda chinesa) caíram de um pico anterior de 90% para menos de 1% desde setembro de 2017.

Os especialistas em criptomoedas residentes na China temem perder o controle sobre o mercado de criptomoedas no país. Mercado este que assumiu um crescimento e volatilidade bastante expressivos no final do ano de 2017.

A proibição total no país veio no início de fevereiro de 2018. Neste, o Banco Popular da China – PBOC (autoridade central reguladora para instituições financeiras e política monetária), emitiu uma declaração de que “bloquearia o acesso a toda as exchanges de criptomoedas domésticas [do país] e estrangeiras” sites relacionados a ICOs (Ofertas Iniciais de Moedas).

Porém, o processo iniciou-se antes da proibição definitiva. O Banco Popular da China confirmou que garantirá uma saída de risco zero para as 88 exchanges e 85 plataformas de negociação de ICOs desde setembro de 2017.

Zhang Yifeng, analista de blockchain da Zhongchao Credit Card Development Company, disse à Xinhua: “As medidas oportunas dos reguladores efetivamente evitaram o impacto de altas e baixas acentuadas nos preços das moedas virtuais e lideraram a tendência global de regulamentação”.

Jon Ostler, CEO da finder.com disse ao Express.co.uk no início desta semana que, com a China em mente, “a indústria de criptomoedas está otimista em relação ao futuro”.

Bitcoin logo

O governo Chinês realmente está otimista?

O governo chinês financiou abertamente projetos de blockchain na China, que nasceram e foram criados na China. Sua política em relação a criptomoedas e projetos blockchain é quase idêntica à sua política de plataformas de mídia social, mecanismos de busca e sites de compartilhamento de conteúdo.

A China baniu o Google, o Facebook e o YouTube para permitir que o Baidu, o WeChat e o Youku dominassem o mercado local. Semelhante a essa política, a China expressou seu apoio a plataformas como VeChain, Qtum e projetos de blockchain promissores que foram criados na China e estão baseados no país.

Analistas especulam que a proibição do comércio de criptomoedas na China foi utilizada pelo governo para impor controles estritos de capital, principalmente para evitar que o yuan chinês deixasse o país. Embora a proibição possa ser revertida caso seja criada demanda suficiente por parte dos investidores locais, é improvável que a China desbanque o comércio de criptomoedas em um futuro próximo, já que sua proibição nunca foi realmente sobre as criptomoedas em si, mas seus sobre seus rígidos controles de capital.

G20:”Criptomoedas não são risco para sistema financeiro”

O The Financial Stability Board (Conselho de Estabilidade Financeira) – FSB, órgão internacional responsável por monitorar o sistema financeiro global resistiu as chamadas de alguns membros do G20 para a regulamentação das criptomoedas.

Em um comunicado enviado aos ministros das finanças do G20, o presidente do FSB, Mark Carney enfatizou que as criptomoedas não representariam uma ameaça para o sistema financeiro global.

O presidente do FSB também atua como governador do Bank of England (Banco da Inglaterra) e revelou que o FSB realizou uma revisão dos riscos à estabilidade financeira diante do rápido crescimento das criptomoedas. Tal revisão veio em resposta às preocupações dos membros do G20.

Ele declarou:

“A avaliaçao inicial do FSB é de que as criptomoedas não representam riscos para estabilidade financeira global neste momento”.

Mark Carney em Davos 2010.
Mark Carney em Davos 2010. By Flickr user World Economic Forum [CC BY-SA 2.0 (https://creativecommons.org/licenses/by-sa/2.0)], via Wikimedia Commons

“Isso é em parte porque eles são pequenos em relação ao sistema financeiro. Mesmo em seu pico recente, seu valor de mercado global combinado era inferior a 1% do PIB global”. “Em comparação, antes da crise financeira global (em 2008), o valor nocional [especulativo] dos swaps de inadimplência de crédito era de 100% do PIB global”.

Ainda segundo Carney, esta avaliação inicial poderia mudar. Isto aconteceria se as criptomoedas permeassem o núcleo do sistema financeiro regulado ou se ganhassem uso como instrumento de pagamento.

Apesar de apontar para preocupações dos consumidores e investidores de criptomoedas e seu uso ou abuso por atividaes ilícitas, Carney lembrou aos ministros das finanças do G20 e aos chefes dos bancos centrais:

“As tecnologias subjaentes a eles têm potencial para melhorar a eficiência e a inclusão do sistema financeiro e da economia.”

Espera-se que autoridades governamentais dos países membros do G20 realizem reuniões que incluirão discussões em torno da regulamentação de criptomoedas nesta segunda e terça-feira.


Imagens: cortesia de G20

Google irá proibir anúncios de criptomoedas a partir de junho de 2018

O Google pretende banir toda a publicidade relacionada a criptomoedas. A operação já tem data e será em meados de junho de 2018. O anúncio foi postado em um dos canais da companhia de acordo com uma atualização na política de serviços financeiros.

O anúncio da proibição de publicidade relacionada às criptomoedas ocorre apenas dias depois de alguns anunciantes de criptos terem relatado uma queda acentuada nas visualizações de seus anúncios no Google Adwords. Os responsáveis pela ferramenta haviam negado ter havido quaisquer alterações nos regulamentos dos Serviços Financeiros que tenham bloqueado as publicações relacionadas à criptomoedas ou ICO (oferta inicial de moedas).

De acordo com a atualização na Política de Serviços financeiros do Google, não serão mais permitidos anúncios de “Criptomoedas e conteúdo relacionado (incluindo sem limitação ofertas iniciais de moedas, câmbio de criptomoedas, carteiras de criptomoedas e consultoria em criptomoedas).”

Anunciantes fecham o cerco sobre as criptos

A ação do Google irá afetar todos os produtos publicitários da companhia. Isto significa que as empresas não poderão ter seus anúncios relacionados a criptomoedas nem nos mecanismos de busca (Google e YouTube) nem na rede de parceiros (Rede de Display do Google).

Scott Spencer, Diretor para Anúncios Sustentáveis do Google, falou à CNBC hoje, 14 de março sobre o tema:

“Nós não temos uma bola de cristal para saber onde o futuro levará as criptomoedas, mas observamos danos suficientes para o consumidor ou danos ao potencial consumidor, e isto é uma área que queremos abordar com extrema cautela.”

Em janeiro de 2018, o Facebook já havia proibido anúncios relacionados a criptomoedas julgando os mesmos de “práticas de promoção enganosas”.

Os anúncios relacionados a criptomoedas também estão sendo proibidos em sites de mídias sociais chinesas. A prática está relacionada à proibição de exchanges de criptomoedas e ICOs na China.


E você, o que acha sobre a regulamentação e proibição dos anúncios sobre criptomoedas e ICOs em diversas mídias?

Imagem: Pixabay