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Google anuncia que afrouxará o cerco sobre anunciantes de criptomoedas

O grande Golias da internet anunciou recentemente que irá afrouxar o cerco sobre a publicidade sobre criptomoedas a partir do próximo mês.

Em uma recente atualização de sua política, a empresa sediada em Mountain View revela que permitirá que algumas exchanges de criptomoedas anunciem em suas plataformas, porém tal atividade será liberada apenas nos Estados Unidos em Japão.

Atualização à Política de Produtos e Serviços Financeiros do Google
Atualização à Política de Produtos e Serviços Financeiros do Google Fonte: Google.com

“A Política de Produtos e Serviços Financeiros do Google Ads  vai ser atualizada em outubro de 2018 para permitir o anúncio da negociação regulada de criptomoedas nos Estados Unidos e no Japão”, diz o anúncio.

Para operar legalmente, os anunciantes terão que ser certificados pelo Google para o país específico onde pretendem veicular seus anúncios.

Após o lançamento das atualizações das políticas em outubro, as exchanges de ativos digitais poderão solicitar a sua certificação.

Embora o lançamento esteja previsto para outubro, não há data exata no momento. O Google não declarou como isso será implantado e aplicará a política.

O anúncio afirma que o Google atualizará as páginas de produtos e serviços financeiros quando a política entrar em vigor. Então, parece que podemos esperar detalhes completos na medida em que a medida entrar em vigor.

O Google tem procurado pela regulamentação dos anúncios sobre criptomoedas em suas plataformas. Há alguns meses atrás, o Google anunciou a proibição de aplicativos de mineração de criptomoeda na Google Play Store.


Imagens: Google e Pixabay

Google bane extensões sobre criptomoedas

Google bane extensões sobre criptomoedas. O Google anunciou ontem, dia 2 de abril que irá proibir extensões relacionadas à mineração de criptomoedas. Tais extensões para o navegador Chrome serão retiradas da Chrome Web Store.

A mineração via navegadores

De fato, minerar criptomoedas via navegadores web não é uma maneira muito eficiente de obtenção de renda. Porém, caso você seja um desenvolvedor web e possua milhares de máquinas a seu favor, a escala faz total sentido. Durante bastante tempo a Chrome Web Store permitia que várias extensões de mineração fossem utilizadas. Por meio delas, os desenvolvedores poderiam publicar extensões que tinham como único propósito a mineração.

Porém, cerca de 90% das extensões de criptomoedas não seguem tal regra. A sedução do baixo preço do Monero estimulou alguns desenvolvedores. Eles tentam contrabandear seus scripts de mineração para que pareçam extensões legítimas. Alguns destes desenvolvedores foram detectados e removidos da Web Store. Extensões como estas tendem a utilizar uma grade quantidade de processamento.

Quantidade de processamento utilizada quando se habilita uma extensão relacionada à mineração. Imagem: TechCrunch

Google bane extensões sobre criptomoedas

O Google ainda irá permitir extensões que tenham relação com a blockchain. Isto caso elas não tenham relação com a atividade de mineração. E desde ontem (2 de abril) o Google cessará a permissão de extensões que exponham as criptomoedas. A partir de junho, todas as extensões existentes serão excluídas.

Segundo James Wagner, gerente de produto do Google:

“A plataforma de extensões fornece recursos poderosos que permitiram que nossa comunidade de desenvolvedores construísse um catálogo vibrante de extensões que ajudam os usuários a aproveitar ao máximo o Chrome”.

Ele ainda acrescenta que:

“Infelizmente, esses mesmos recursos atraíram desenvolvedores de software mal-intencionado que tentam abusar da plataforma às custas dos usuários. Essa política é outro passo em frente para garantir que os usuários do Google Chrome aproveitem os benefícios das extensões sem se exporem a riscos ocultos”.

Google bane extensões sobre criptomoedas
Produtos proibidos segundo a política de extensões do Google.


Imagem: Pixabay

Google irá proibir anúncios de criptomoedas a partir de junho de 2018

O Google pretende banir toda a publicidade relacionada a criptomoedas. A operação já tem data e será em meados de junho de 2018. O anúncio foi postado em um dos canais da companhia de acordo com uma atualização na política de serviços financeiros.

O anúncio da proibição de publicidade relacionada às criptomoedas ocorre apenas dias depois de alguns anunciantes de criptos terem relatado uma queda acentuada nas visualizações de seus anúncios no Google Adwords. Os responsáveis pela ferramenta haviam negado ter havido quaisquer alterações nos regulamentos dos Serviços Financeiros que tenham bloqueado as publicações relacionadas à criptomoedas ou ICO (oferta inicial de moedas).

De acordo com a atualização na Política de Serviços financeiros do Google, não serão mais permitidos anúncios de “Criptomoedas e conteúdo relacionado (incluindo sem limitação ofertas iniciais de moedas, câmbio de criptomoedas, carteiras de criptomoedas e consultoria em criptomoedas).”

Anunciantes fecham o cerco sobre as criptos

A ação do Google irá afetar todos os produtos publicitários da companhia. Isto significa que as empresas não poderão ter seus anúncios relacionados a criptomoedas nem nos mecanismos de busca (Google e YouTube) nem na rede de parceiros (Rede de Display do Google).

Scott Spencer, Diretor para Anúncios Sustentáveis do Google, falou à CNBC hoje, 14 de março sobre o tema:

“Nós não temos uma bola de cristal para saber onde o futuro levará as criptomoedas, mas observamos danos suficientes para o consumidor ou danos ao potencial consumidor, e isto é uma área que queremos abordar com extrema cautela.”

Em janeiro de 2018, o Facebook já havia proibido anúncios relacionados a criptomoedas julgando os mesmos de “práticas de promoção enganosas”.

Os anúncios relacionados a criptomoedas também estão sendo proibidos em sites de mídias sociais chinesas. A prática está relacionada à proibição de exchanges de criptomoedas e ICOs na China.


E você, o que acha sobre a regulamentação e proibição dos anúncios sobre criptomoedas e ICOs em diversas mídias?

Imagem: Pixabay