Arquivo da tag: Notícias Ethereum

Desenvolvido por Vitalik Buterin, o Ethereum é uma plataforma pública baseada em uma Blockchain de código aberto desenvolvida a partir de contratos inteligentes. Seria errado definir Ethereum como uma criptomoeda ou confundi-la com Ether, uma parte de criptomoeda do sistema Ethereum.

O Ethereum foi criado como uma plataforma que tem a capacidade de os usuários construírem programas sem o envolvimento de intermediários, incluindo servidores centrais para armazenar informações que os tornem menos expostos a abusos por parte desses intermediários e autoridades.

A Ethereum entrou em operação em 30 de julho de 2015 e é a segunda maior moeda do mercado, com 45 bilhões de dólares de capitalização.

O Bitcoin não substituirá o dinheiro atual tão rapidamente, dizem analistas

Nos últimos tempos, tivemos um grande boom e um sobe e desce de preços avassalador no mercado das criptomoedas. Sempre ficamos vendo e ouvindo matérias “O Bitcoin vai cair”, “O Bitcoin vai subir” e também tem aquele anúncio do YouTube que dize que se você não assistir ao vídeo, você vai perder dinheiro com criptomoedas.

A maioria dos evangelistas afirma que o Bitcoin será o sucessor lógico da moeda fiduciária (nosso dinheiro de hoje). Os seus detratores apontam sua volatilidade e potencial uso criminoso por terroristas, hackers e cartéis de drogas como o seu túmulo.

Porém, independente do lado que você esteja, está cada vez mais claro que o Bitcoin, mesmo que tentasse e se esforçasse bastante, ele não irá substituir o dinheiro que utilizamos hoje tão rapidamente como muitos pensam.

Segundo o UBS, um banco de investimentos suíço, o Bitcoin tem de eliminar um dos dos dois de seus principais obstáculos para tornar-se uma opção viável de moeda. O estudo aponta que o seu preço precisaria atingir a casa dos US$ 213.000 ou as suas capacidades de rede precisariam de melhorias consideráveis, para não dizer drásticas.

Para o UBS, “Nossas descobertas sugerem que o Bitcoin em sua forma atual é muito instável e limitado para tornar-se um meio de pagamento para transações globais ou uma classe de ativos dominante”.

Além da volatilidade, é o ritmo relativamente lento em que o Bitcoin processa os pagamentos que levam à visão reduzida de seu potencial. Enquanto a Visa e a MasterCard contam com processos de pagamento que podem lidar com mais de 5.000 transações por segundo, o Bitcoin avança, muitas vezes levando vários minutos para processar uma única transação. O Ehtereum oferece mais potencial aqui, mas ainda se move a passo de caracol (15 segundos por transação).

Bitcoin saindo do bolso de uma calça.
Fonte: Pixabay

Infelizmente para os fiéis do Bitcoin, não são apenas as velocidades baixas em que os pagamentos são processados ​​e confirmados. De acordo com a Chainalysis Inc., a demanda especulativa foi responsável por mais de 70% de todas as alterações nos preços, apontando para um mercado liderado por investimento especulativo, não o valor subjacente – o que quer que isso signifique para uma moeda digital – da própria classe de ativos.

Pior, podemos já ter atingido o pico do Bitcoin, pelo menos como moeda. Além de um “mercado de urso” (bear marketing) que consumiu 70% do valor da criptomoeda no início deste ano, a afinidade parece estar diminuindo. Após o pico em setembro do ano passado, o uso do Bitcoin no comércio reduziu-se a cada mês desde então. Nada disso é um bom argumento para substituir a moeda fiduciária, como você, presumivelmente, teria que usá-la para comprar algo em algum momento – o que é dificultado com sua alta volatilidade e um declínio no interesse de utilizar o Bitcoin para pagar as coisas. .

Então, o que resta? Não muito. Ainda pode ser considerado um ativo digital, como o ouro da internet. Embora até mesmo isso seria um ativo altamente volátil que é realmente atraente apenas para investidores especulativos.

O Bitcoin está morto? Claro que não. Como acontece com qualquer moeda digital, as coisas podem mudar em um piscar de olhos. Melhorias na tecnologia subjacente podem acelerar consideravelmente os pagamentos – como vimos quando a “Lightning Network” do Bitcoin foi ao ar no início deste ano. Ou, e isso pode ser difícil de acreditar, dado seu início terrível em 2018, o Bitcoin pode realmente chegar a essa marca mágica de 213.000 dólares, um número que, presumivelmente, aliviaria parte do atrito, nos direcionando a um ativo menos volátil.


Fonte principal: TheNextWeb
Imagens: Pixabay

Cursos sobre criptomoedas: o novo mercado de estudos sobre os criptoativos

Se conhecimento é sinônimo de poder, a compreensão antecipada de uma nova tecnologia pode alavancar o desenvolvimento comercial de um grupo de pessoas, empresas, estado e até de um grupo de nações. Há pouco mais de um ano, as criptomoedas simplesmente explodiram no senso comum. E apesar de ainda não desfrutar de uma completa adoção de massa, ela já tem sido objeto de um crescente número de cursos sobre criptomoedas extra e intra acadêmicos.

Embora uma pequena minoria tenha o privilégio de compreender e desfrutar da tecnologia de codificação dos criptoativos (a Ciência da Computação e Criptografia por trás das criptomoedas), a outra e maior fatia dos usuários têm procurado obter uma introdução mais mercadológica do tema. Desta forma, este público deseja obter informações para decidir se – e até que ponto – deve adotar Bitcoins, altcoins e fazer uso da tecnologia blockchain.

Tanto no exterior como no Brasil, as universidades estão cada vez mais voltadas para o mercado. Este interesse tem proporcionado uma verdadeira corrida do ouro em direção às criptomoedas. Os cursos oferecem deste conhecimentos técnicos a mercadológicos sobre o assunto. Porém, mesmo que muitos cursos estejam apenas desejando ensinar ao seus alunos os conceitos básicos sobre blockchains ao invés de codificá-los, boa parte destes alunos tem demonstrado que a sede por este conhecimento tem valido a pena. Afinal de contas, qualquer inovação só pode ser plenamente adotada se o seu público tiver o conhecimento adequado para reconhecê-la.

Bitcoin Blockchain

Cursos sobre criptomoedas nos Estados Unidos

Na maior parte, os cursos sobre criptomoedas ocorre no contexto de programas relacionados a negócios, com muito poucas universidades oferecendo graus específicos em criptomoedas ou blockchains. Nos EUA, vários programas de MBA (Master of Business Administration) de alto perfil têm estado ou estão adicionando cursos de criptomoedas, permitindo que os alunos adquiram uma base em criptografia ao mesmo tempo que aprendam sobre contabilidade, finanças, empreendedorismo e assim por diante. . É o caso das seguintes instituições:

Atualmente, o maior crescimento no ensino sobre criptomoedas tem acontecido por meio de programas ligados a negócios. Ainda são poucas as universidades focadas no oferecimento de graduação específica na área técnica de criptomoedas e blockchains. Nos Estados unidos, vários são os programas de MBA (Master of Business Administration) de alto nível que têm adotado cursos relacionados a criptomoedas. Em sua maioria, eles permitem que os alunos adquiram uma base de conhecimentos em criptografia, contabilidade, finanças, empreendedorismo, entre outros. Algumas destas instituições seguem na lista abaixo:

  • Stanford Graduate School of Business
  • Escola de Negócios Haas, UC Berkeley
  • Escola de Negócios Stern da NYU
  • Escola de Negócios Fuqua, Duke University
  • MIT Sloan School of Management
  • UCLA Anderson School of Management
  • Georgetown University’s McDonough School of Business
  • A Wharton School (Universidade da Pensilvânia)

A Stern School of Business da NYU oferece aos alunos de seu MBA o curso chamado “Moeda digital, blockchain e o futuro da indústria de serviços financeiros” (do Inglês “Digital Currency, Blockchains, and the Future of the Financial Services Industry”). De acordo com a própria ementa do curso, ele visa “equipar os alunos para melhor compreender a lei e os negócios da tecnologia blockchain, tanto na sua aplicação inicial na moeda digital Bitcoin, como nas aplicações atualmente sendo exploradas para uma ampla variedade de usos e funções.”

O cursos sobre criptomoedas das instituições acima são amplamente voltado para os princípios básicos sobre criptomoedas e seu possível impacto no setor financeiro. Não há aspectos de codificação relacionados aos cursos já citados. outros tópicos abordados são: sistemas de pagamento ao longo da história, como funcionam as blockchains, criminalidade e criptomoedas e o gerenciamento de estruturas bancárias.

Dado que apenas três das escolas listadas acima ofereciam seus cursos quando a Cointelegraph publicou um artigo semelhante sobre blockchains e universidades cerca de um ano atrás, sua expansão indica que os cursos de criptomoeda estão tendo um crescimento constante. E o que é interessante sobre esse crescimento é que ele está sendo impulsionado, em grande medida, pelos próprios alunos, que em alguns casos estão pressionando suas universidades para incluir módulos, cursos e palestras sobre criptomoedas em seus programas.

As universidades e professores reconhecem a crescente demanda do público e do mercado por cursos relacionados a criptomoedas. Tal demanda foi elevada pelo boom de crescimento que as criptomoedas tiveram ao fim de 2017.

Criptomoedas: Bitcoin, Ethereum e Ripple

Cursos sobre criptomoedas oferecidos no Brasil

O Brasil também não fica atrás na corrida por conhecimento sobre os criptoativos e suas tecnologias. Alguma universidades e instituições privadas já disponibilizam uma série de cursos no setor.

Cursos de desenvolvimento em blockchain e criptomoedas

  • Blockchain Brasil;
  • Blockchain Academy;

O Brasil também já conta com cursos relacionados ao tema dentro e fora da academia. Aqui, devido a carência de desenvolvedores blockchain, empresas como a Blockchain Brasil e Blockchain Academy tem focado seus recursos na capacitação de desenvolvedores.

Cursos sobre criptomoedas oferecidos por universidades

  • Universidade Feevale
  • Faculdade PUC no Rio de Janeiro
  • FIAP (Faculdade de Informática e Administração Paulista)

Assim como as universidades americanas, as universidades brasileiras apostam em conhecimentos básicos sobre criptografia e blockchain e investem seus recursos em capacitar os estudantes para a análise de cenários mais mercadológicos. A Universidade Feevale, por exemplo, em seu programa do curso “Criptomoedas e o futuro das transações e do dinheiro”, abordou apenas o cerne do mundo das criptomoedas.

A PUC do Rio de Janeiro, por meio de seu Núcleo de Pesquisa e Ensino do Empreendedorismo – NUPEM, aposta na compreensão do ecossistema das fintechs, no entendimento de sistemas de organização autônoma e descentralizadas, bem como conhecimentos em blockchain, criptomoedas e rede Ethereum. Um outro curso oferecido pela entidade é o de Operador de Criptomoedas, mais focado em uma abordagem ligada ao mercado financeiro.

A FIAP por meio do curso sobre criptomoedas: “Bitcoin e Blockchain – A revolução do dinheiro e das transações” promete oferecer conhecimento sobre criptomoedas, suas vantagens e desvantagens, bem como de suas aplicações práticas no dia-a-dia.

Cursos oferecidos por exchanges brasileiras

As exchanges brasileiras não ficaram de fora do páreo na hora de educar seus consumidores. Exchanges já estabelecidas como a FoxBit e a FlowBTC oferecem cursos básicos aos interessados em aprofundar seus conhecimentos para a operação no mercado de criptomoedas.

MOOCs e cursos no resto do mundo

A oferta e demanda por cursos sobre criptomoedas é bem maior nos EUA. Mas isto não indica que tais cursos não estejam disponíveis em outros lugares. Na verdade, existem vários lugares fora da terra do Tio Sam, onde os estudantes podem obter graus ou qualificações completos em um campo relacionado a criptomoedas

Em Chipre, a Universidade de Nicósia oferece um Mestrado em Moedas Digitais desde 2014, quando também lançou o primeiro módulo deste programa como um MOOC gratuito (curso online massivo aberto). Disponível on-line e em todo o mundo, o programa inclui palestras sobre bancos, regulamentação, aplicativos blockchain, mercados financeiros e programação em moeda digital. Sua cobertura é, portanto, bastante ampla, com sua visão geral afirmando que é “projetado para preparar os participantes para se tornarem profissionais competentes no campo da moeda digital”.

A Universidade de Nicósia não é o único lugar na Europa onde os estudantes podem obter um mestrado em criptomoedas. A Universidade de Alcalá, na Espanha, oferece agora um “Máster en Ethereum, Tecnología Blockchain e Cripto-Economía“, que promete “fornecer treinamento abrangente no campo da tecnologia blockchain, DAOs e contratos inteligentes, incluindo criptomoedas como um caso especial e transversal , de uma tripla perspectiva: tecnológica, econômico-financeira e regulatória “. Um foco similarmente tripartido também é evidente com o Expert Master em Blockchain and Cryptoeconomics organizado pela Universidad Autónoma de Madrid. De setembro a maio, o objetivo é “fornecer aos profissionais as ferramentas básicas relacionadas ao blockchain nesses três campos: tecnológico, econômico e legal”.

E enquanto seu diploma é um diploma de pós-graduação, em vez de um mestrado, a Universidad Europea Madrid também está tentando adaptar seu programa de criptografia especificamente para profissionais. Seu Diploma de Pós-Graduação em Bitcoin e Blockchain começa em outubro e dura seis meses, ao final dos quais os alunos “poderão analisar de maneira crítica a viabilidade técnica e jurídica de soluções baseadas em tecnologias blockchain e desenvolver projetos integrais relacionados a criptomoeda “.

Outro diploma vocacional está disponível no Instituto de Tecnologia de Buenos Aires, na Argentina. O Diploma em Criptoeconomia: Blockchain, Contratos Inteligentes e Criptomoedas é novamente voltado para pessoas “com conhecimentos básicos e que querem aprender as razões, a mecânica e as oportunidades disruptivas em nível monetário, tecnológico e como forma de investimento”. Dura apenas alguns meses a partir de 11 de julho, destacando o fato de que suas prioridades residem mais em apresentar aos alunos bloqueios e criptomoedas do que em ensiná-los a ser parte integrante e produtiva da própria indústria de criptomoedas.

Mais uma vez, cursos de curta duração que atendem aos profissionais e terminam em um certificado ou diploma estão se tornando cada vez mais comuns em todo o resto do mundo. Em fevereiro, a RMIT University na Austrália lançou um curso on-line de oito semanas, Developing Blockchain Strategy, no qual – pelo preço de cerca de US $ 1.200 – os alunos receberão uma “introdução aos princípios básicos do blockchain”, então “examinarão o escopo a indústria blockchain mais ampla “e, finalmente, será aconselhado sobre como se “aplicar esses aprendizados ao [seu] próprio negócio “.

De volta à Europa, a Copenhagen Business School na Dinamarca tem uma semana de escola de verão Blockchain desde 2016, com a edição deste ano prevista para agosto, e para “focar na aplicação da tecnologia blockchain para a geração de negócios e valor social ”

Na Rússia, três instituições adicionaram cursos sobre criptomoedas em seus programas financeiros no final de 2017: a Universidade Estadual de Moscou, a Universidade Estadual de São Petersburgo e a Escola Superior de Economia. Enquanto isso, algumas universidades técnicas (Instituto de Física e Tecnologia de Moscou, Universidade Nacional de Ciência e Tecnologia) estão adicionando cursos sobre como desenvolver criptomoedas. Os destaques do curso são as maneiras pelas quais algumas nações pretendem ensinar aos alunos os meios de construir blockchains em vez de de apenas compreendê-las em um nível conceitual e financeiro.


Imagens: cortesia de Pixabay.

BMW passa a aceitar o Bitcoin como pagamento

A Stephen James BMW, uma concessionária de carros da BMW e MINI sediada no sudeste da Inglaterra enviou um tweet informando que agora a BMW apoiará o pagamento  via Bitcoin para os seus serviços.

De acordo com o tweet abaixo:

“Stephen James agora está aceitando o Bitcoin para a compra do seu novo BMW! Entre em contato conosco hoje para saber mais sobre como você pode usar o Bitcoin para sair com um novo veículo #bitcoin #bitpay. ”

Juntamente com o anúncio foi a notícia de que eles estarão trabalhando junto com o BitPay (que recentemente recebeu uma BitLicense). A plataforma global aceita pagamentos com Bitcoin, incluindo faturamento, comércio eletrônico e muito mais.

Veículo BMW azul

No entanto, a BMW não é a primeira a fazer essa jogada, já que a Classic Recreations, uma provedora de carros personalizados de menor porte, tem aceitado criptomoedas como o Bitcoin há algum tempo. Eles também aceitam moedas como: Litecoin, Bitcoin Cash. Ethereum e Docademic.

De acordo com Jason Engel, o proprietário da Classic Recreations, as criptomoedas terminarão por se tornar uma “moeda legítima no mercado global”.

Os investidores em Bitcoin geralmente gastam suas posses de criptomoeda em bens e serviços, comumente gastando-os em itens caros de luxo que estão em alta demanda, então fazer com que os consumidores gastem seus Bitcoins pode ser um desafio. Se você oferecer a eles os bens e serviços certos, é mais provável que eles comecem a gastar. É por isso que faz sentido para empresas como a BMW introduzir o Bitcoin como uma maneira válida para a compra de um carro.

 


Imagens: Pixabay

Fontes para o artigo: CryptoDaily e UseTheBitcoin

Antonopoulos: O sucesso de uma criptomoeda não é medido pelo preço, mas por sua adoção

O proeminente especialista em segurança e Bitcoin, Andreas Antonopoulos, disse recentemente em uma palestra apresentada na University College Dublin, na Irlanda, que o sucesso de uma  criptomoeda e blockchain não podem ser medidos por preço, mas deve ser medido por sua adoção.

As oscilações dos preços

Desde 2012, o setor de criptomoedas e a maioria dos grandes ativos digitais, como bitcoin e Ether, a criptomoeda nativa do Ethereum, demonstraram um padrão de bolha, erupção, build e rally, em que o preço do bitcoin subiu para um novo patamar, o maior de todos os tempos. O preço cai 70% e os desenvolvedores constroem uma infraestrutura em torno dela e os preços sobem.

Andreas M Antonopoulos em Zurich 2016
Andreas M. Antonopoulos em Zurich 2016. Fonte: antonopoulos.com

Antonopoulos explica:

“Se você tem uma comunidade local forte, o que acontece quando o preço dispara pelo espaço da criptomoedas é que muitas pessoas novas começam a aparecer nos encontros com um pouco de brilho nos olhos. Assim que o preço vira, o que acontece em média logo após subir ao ponto alto, a maioria desaparece. Eu assisti a esses fluxos e refluxos desde 2012. ”

Em dezembro de 2017, o bitcoin foi avaliado em US $ 20.000 em todo o mundo e mais de US $ 25.000 na Coréia do Sul e no Japão. A avaliação total do limite de mercado da criptomoeds quase chegou a um trilhão de dólares, solidificando-se como uma classe de ativos emergentes. No entanto, nos últimos seis meses, o mercado de criptomoedas registrou uma correção de 70%, semelhante à correção do bitcoin de 2014. O preço e o volume da maioria das criptomoedas caiu de 70 para 90%, incluindo o bitcoin. Consequentemente, a demanda por ativos digitais diminuiu, conforme retratado por vários indicadores, como o Google Trends, volume de negócios, uso de câmbio e volume de transações diárias de ativos digitais.

A comunidade está fazendo o dever de casa?

Antes da grande correção do mercado de criptomoedas, o co-fundador do Ethereum, Vitalik Buterin, enfatizou que a comunidade não fez o suficiente para justificar a avaliação do setor de criptomoedas. Buterin afirmou que as criptomoedas como bitcoin e éter têm bancado algumas pessoas não “bancarizadas”, fornecido infra-estrutura descentralizada para alguns usuários e criado um sistema financeiro alternativo até certo ponto, mas não o suficiente para justificar um valor de mercado de US $ 500 bilhões.

Antonopoulos explicou que, como tecnologia descentralizada, as criptomoedas tem o potencial de mudar e revolucionar permanentemente a forma como os indivíduos e as empresas compreendem as finanças, eliminando os intermediários. Ele observou que o crescimento das criptomoedas e seu sucesso não podem ser determinados pelo preço, porque o mercado se move por conta própria, mas é determinado pela adoção da tecnologia e seu impacto real no sistema financeiro global. Antonopoulos afirmou:

“Eu tenho essa ideia maluca de que essa tecnologia pode mudar o mundo. De fato, podemos ver um mundo onde o acesso a essa tecnologia muda a vida das pessoas, especialmente em lugares onde há muito pouco acesso a serviços financeiros, a sistemas justos, sistemas abertos, a capacidade de registrar a verdade, a capacidade de transacionar sem confiança, a capacidade de expulsar intermediários de todas as transações comerciais. A capacidade de se livrar de criminosos organizados que por acaso têm uma conta bancária e estão roubando as pessoas”.

Indivíduos que buscam ganhos de curto prazo não sobreviverão

As criptomoedas são uma classe de ativos em rápido crescimento, e a indústria em torno dela ainda está em sua infância. Os principais desenvolvedores de redes públicas de blockchain, como bitcoin e Ethereum, estão construindo infra-estruturas e redes de duas camadas que permitirão que aplicativos descentralizados possam se beneficiar de um milhão de transações por segundo.

Somente quando as criptomoedas forem amplamente utilizadas como o principal sistema financeiro da economia global, pode-se afirmar conclusivamente que os ativos digitais obtiveram sucesso com base em sua filosofia e objetivo inicial de substituir bancos, intermediários e provedores de serviços terceirizados para permitir um melhor e mais barato, transparente, justo e um sistema financeiro mais seguro para todos.

Fontes: Canal aantonop e BTCManager

Ethereum está ficando mais popular que Bitcoin na Índia

O Ethereum já seria mais popular que o Bitcoin. É o que aponta a última pesquisa do provedor de internet livre indiano Jana.

Conforme relatado pelo Quartz, o Ethereum obteve 34,4% de resultado em relação aos 29,9% obtidos pelo Bitcoin em uma pesquisa realizada entre Outubro de 2017 e Fevereiro de 2018. O interesse pelo Ethereum foi alavancado, no final de fevereiro, pelo cerco pela regulação do Bitcoin na Índia. Isto fez com que o interesse relativo sobre o Ethereum praticamente dobrasse.

A Índia tem recebido um amplo interesse relacionado às criptomoedas desde o último ano de 2017. Tal fato pode estar relacionado com a retirada de algumas notas de alto valor de circulação pelo Bank of India. Isto impulsionou a procura por uma moeda que não fosse controlada por uma autoridade central.

Apesar do interesse, o banco central indiano segue realizando pressões regulatórias em seus bancos nacionais e sobre exchanges de criptomoedas. Com isso, o volume de negociações de criptomoedas na Índia chegou a ser reduzido em 90%.

Tal queda no volume de negociação pode vir a indicar que os compradores de criptomoedas da Índia estariam se afastando das exchanges centralizadas e buscado alternativas P2P (peer-to-peer). De acordo com a análise da CryptoCompare, dois terços das transações realizadas em Rúpias (moeda indiana) ocorrem na LocalBitcoins – uma exchange de Bitcocins peer-to peer.

O interesse no Ethereum

O incrível aumento no interesse no Ethereum reflete uma tendência geral: a busca pela diversificação de ativos em criptomoedas e o crescente investimento em ICOs. A grande maioria dos ICOs têm escolhido o Ethereum como moeda padrão por conta da feature relacionada aos contratos inteligentes. Em um mercado cada vez mais acirrado, os investidores têm buscado estas startups em busca de retornos mais significativos.

Segundo Sathvik Vishwanath, co-fundador e CEO da Unocoin, uma exchange indiana diz, : “O mercado é muito, muito chato”. Tal comentário foi feito em vista da alta regulação e do que a possibilidade de taxação poderia afetar na mente dos pequenos investidores.

Em um período de baixa, talvez o maior trunfo do Ethereum seja o seu protocolo ERC-20. Ele possibilita a criação de vários aplicativos descentralizados, a compra de ICOs, além de ter se apresentado como uma moeda bastante competitiva.

 


Imagem: Pixabay

“Se mantenham longe do Petro”, diz Alexandre Van de Sande

Em um post divulgado em seu perfil na rede social Facebook no dia 23 de Fevereiro de 2018, Alexandre Van de Sande (UI/UX desinger na Fundação Ethereum) alerta sobre os riscos de se adquirir o Petro. O Petro é a nova moeda lançada pela Venezuela de Nicolás Maduro.

Para Alexandre, “(…) eles demonstram uma grande incompetência (ou talvez má fé) em relação a conhecimentos de blockchain, ethereum, economia e até de matemática”.

Segue o texto do post de Alexandre na íntegra:

A Venezuela começou essa semana a pre-venda de um token seu, possivelmente no Ethereum. Falei sobre isso no twitter e em uma entrevista ao Washington post, mas queria deixar um alerta aqui também: se mantenham longe do Petro. Na minha opinião eles demonstram uma grande incompetência (ou talvez má fé) em relação a conhecimentos de blockchain, ethereum, economia e até matemática. Deixa eu explicar:

A moeda promete ser “lastreado por petróleo venezuelano”. Mas não é, em nenhum senso da palavra. A moeda será criada com 100 milhões de unidades e de acordo com a Venezuela mais Petros não podem ser emitidos. A razão desse limite é óbvio: eles sabem que o mercado não confiaria em uma moeda que Caracas possa emitir a vontade, como é o caso do Bolívar, mas ao colocar o limite máximo de 100 milhões eles garantem que a moeda vai ter um valor flutuante: se a oferta é fixa, e a demanda é aberta no mercado, dizer que o preço será fixo é uma contradição das leis da física.

Eles resolvem o assunto com essa equação linda, que está na imagem:

(O valor pago pelo Petro / Bolívar) = (Preço do Petróleo / Petro) x (Petro / Bolívar) x (1 – DV)

Reparou que tanto Bolívar e o Petro são divididos por eles mesmos? Simplificando eles da equação e substituindo a “constante de desconto” (1 – DV) por N temos:

Valor pago pelo Petro = Preço do Petróleo x N

Onde N é uma constante DECIDIDA PELO GOVERNO. Pior ainda, todos os valores de correspondência não são do mercado aberto, mas as taxas de exchange oficiais que como qualquer um sabe, são ridiculamente fora da realidade.

Então o “lastro” do Petro é esse: é uma promessa do governo Venezuelano de comprar a moeda do mercado em exchanges “oficiais” pelo preço que eles bem entenderem.

Mas a coisa piora: não há detalhes técnicos. Já saíram notícias que seria feito no Ethereum, ou no Decred, ou no Nem. Não há nenhuma linha de código publicada em nenhuma dessas plataformas, mas a pré-venda JÁ COMEÇOU! A pré venda está sendo feita “privadamente” e depois irão abrir uma venda aberta ao público. Uma forma de julgar projetos sérios de blockchain é o quanto eles se comunicam claramente, de forma transparente. O governo de Maduro está nesse sentido, se comportando de forma semelhante a projetos de golpes e pirâmides.

Não estou dizendo que eles estejam fazendo um golpe, nem que subitamente levantar milhões em vendas privadas em moedas digitais seria uma forma excelente de lavar dinheiro sujo do governo – apesar da plataforma permitir. Porém uma coisa eles mesmos deixam claro: uma das funções do Petro é se esquivar de bloqueios financeiros impostos pelo sistema de bancos mundial. A Venezuela diz isso no próprio White Paper. E os Estados Unidos já anunciou que investigará compradores da moeda.

Pra terminar, acho curioso mencionar que no Whitepaper deles eles mencionam o Chaves como a inspiração para criação do Petro, por que nos anos 90 ele falava da importância de uma moeda lastreada em matérias primas (como se essa tivesse sido uma idéia particularmente original). Parece um ponto pequeno (claro que o Maduro homenagearia o Chavez) mas revela algo curioso: a razão que eles não puderam citar mais ninguém do meio tradicional de blockchains é simplesmente porque todos os pensadores originais eram influenciados por anarco-capitalismo, libertariários que defendiam mercados não controlados pelo governos o que incompatível com o governo da Venezuela. Entre as razões citadas das vantagens de lançar uma moeda, eles comentam como seria útil para a população se eles tivessem acesso a uma moeda estável, que funcione para o comércio e como investimento. Mas a Venezuela tinha uma moeda assim: o bolívar, que foi destruído pelo mesmo governo que quer uma segunda chance. Não dê a eles essa.

Uma coisa somente, que eu vejo como positiva: criptomoedas são excelentes meios de desviar de bloqueios no mercado, mas da mesma forma que isso pode ser usado pelo governo, também pode ser usado pela população, contra os bloqueios criados pelo próprio governo ao acesso ao dólar. Ao promover o uso de sua criptomoeda internamente, talvez eles acabem facilitando a própria população ter alternativas ao destruído Bolívar, e deem acesso a muitos para uma moeda que não está mais sobre o controle do Maduro.

 

Logo mais abaixo seguem a postagem original do Facebook e a thread do Twitter mencionada por Alexandre:

 

 


Ethereum volta a ser o segundo, Ripple cai

A saga pela supremacia no mundo das criptomoedas muda diariamente. É realmente bastante difícil manter-se em destaque em um mercado de alto ritmo. O Bitcoin ainda detém sua supremacia já que a maioria dos altcoins (Ethereum, Ripple, etc) só podem ser trocados com ele, mas as quatro criptomoedas seguintes estão duelando para obterem o segundo terceiro e quarto lugadas em captação de mercado.

Ripple cai e Ethereum volta ao segundo lugar

Com três das quatro principais exchanges fechando suas portas para novos cadastros há dias atrás, foi um pouco mais difícil medir as nuances do mercado. As transações também foram suspensas temporariamente em algumas delas, inclusive a exchange mais movimentada do mundo, a Binance, que pôs freios nas transações Ethereum por um certo tempo.

Mudança de posição

O Ethereum tem tido ganhos sólidos desde a semana passada, passando de $ 870 para uma alta de $ 1.260 nos últimos sete dias. Embora os mercados tenham corrigido algo, o ETH ainda está negociando em alta em torno de $ 1.180, o que representa um aumento de pouco mais de 35% na semana. A tendência de queda constante aumentou a capacidade de mercado do Ethereum para $ 114 bilhões no momento da redação deste artigo de acordo com a Coinmarketcap. Isto foi o suficiente para empurrá-lo e volta para o segundo lugar nos gráficos de mercado, eclipsando o Ripple, que caiu para o terceiro lugar.

Segundo os relatórios, uma queda nos preços do Bitcoin aumentou o preço de todas as altcoins, especialmente as melhores. O Ethereum também pode ser usado na troca por outras altcoins agora, o que significa que os investidores estão se movendo para o ETH, visto que apresenta uma rede mais rápida e as transações são mais baratas que as realizadas em Bitcoin.

Ripple em queda

Após um empolgante aumento nos gráficos nas últimas semanas, o token XRP da Ripple teve um retorno de seu marco histórico de $ 3,80 em 4 de janeiro para o preço atual de $ 2,47. O Ripple foi impulsionado pelo mercado asiático após alguns anúncios de parcerias com grandes bancos da região. Ainda foi impulsionado por rumores de que a Coinbase o listaria este ano, mas estes já foram refutados, o que contribuiu para a queda recente.

O Ripple caiu 35% nos últimos cinco dias e perdeu quase $ 50 bilhões em captação de mercado. O XRP pode ter tido um desempenho fora da expectativa em relação ao que pensavam os aficionados pela cripto devido aos seus laços com a empresa e ao fato de que alguns influencers possuem quantidades significativas de ativos digitais incluindo o CEO, que teria um estoque de 5 bilhões de XRP.

Além disso, houve uma confusão em massa nos mercados nas últimas 24 horas, pois o site de análise Coinmarketcap, que é usado para a maioria das referências de preços, decidiu excluir exchanges na Coréia do Sul, onde a XRP é amplamente negociada.

Fonte: Bitcoinist.com