Interesse sobre criptomoedas aumentou entre os mais ricos, mas com cautela

Embora o retorno de investimento tenha chegado acima dos 20% em 2017, as pessoas mais ricas do mundo afirmam não estar totalmente satisfeitas com os seus gestores de ativos e possuem interesse em aprender mais sobre criptomoedas.
Mas apesar de o público em geral ainda parecer cético sobre as criptomoedas (leia-se Bitcoin), um número cada vez mais crescente de pessoas expressa o interesse em entendê-las.
Cerca de 29% dos “indivíduos com alto patrimônio líquido”, assim definidos pela pesquisa da Capgemini, expressou um elevado interesse em adquirir ou manter ativos digitais. Enquanto isso, 27% afirmaram estar apenas interessados no tema.
Jogadora de golf

Uma empresária que já realizou milhões de investimento imobiliários nos EUA e Filipinas, Sally Young, diz ponderar e estar relutante na realização de investimentos em criptomoedas. No momento, ela afirma não conhecer o suficiente sobre elas para a realização de investimentos.

Segundo ela, “Quando eu invisto meu dinheiro, eu preciso saber exatamente em que estou apostando”. Afirmou ainda que “Com o Bitcoin, parece muito difícil entender como o sistema realmente funciona e as histórias que ouço são boas demais para ser verdade”.

As bruscas e constantes oscilações do mercado de criptoativos aliadas a desconfiança nos ICOs e de consolidadas instituições financeiras talvez seja um importante sinal para entender esta cautela.

O Banco de Compensações Internacionais (BIS) – que é a agência coordenadora dos bancos centrais e todo o mundo –  é uma instituição conservadora por definição.

Em relatório anual divulgado no dia 17 de junho deste ano, a instituição afirma que:

“(…) o Bitcoin e outras criptomoedas são um substituto pobre ao dólar, euro e outras criptomoedas. Porque elas não escalam com a demanda crescente, exigem excessiva quantidade de energia e flutuam muito em valor”.

Objeto de desconfiança

Em outra análise recente, o BIS destaca que os ativos digitais são “insuficientes em todas as três medidas de utilidade como moeda”. E conforme relatado pela agência Reuters:

“Seus preços podem flutuar descontroladamente, tornando-as frágeis substitutos de moedas fiat para transações – o que requer relativa estabilidade para comparação de preços. Por razões parecidas, elas ficam aquém das propostas de investimentos porque elas não podem confiar em uma reserva de valor”.

A despeito de incertezas regulatórias e da imensa cautela em relação às criptomoedas, uma crescente demanda sobre informações cresce em todo o mundo. Este movimento poderá forçar as empresas de geração de patrimônio a ao menos “(…) oferecer um ponto de vista sobre o assunto”, ponderou o World Wealth Report.

Um dos países mais vanguardistas em relação aos criptoativos é o Japão. O país contabilizou que 17,2% da população já havia investido em criptoativos.

Em um olhar mais capilar, constata-se que mais da metade dos investidores japoneses tinham menos de 30 anos. 50,3% desta amostragem investiu menos de US$ 45.500. Apesar disso, quase 50% do total de pessoas que responderam a pesquisa afirmaram que não iriam investir em criptomoedas no futuro.


Fonte: News.bitcon

Imagens: Pixabay