Concorrente do dólar? Rússia passa a aceitar pagamentos em Petro

No último dia 3 de abril, a Venezuela anunciou que utilizará o Petro como parte do pagamento por componentes automotivos. Tais componentes seriam importados da Rússia, conforme declarou o ministro venezuelano de Comércio Exterior, José Vielma.

Segundo Vielma:

“Estamos comprometidos em seguir fortalecendo alianças com o presidente Vladimir Putin e vamos segui trabalhando de forma coerente para fortalecer nossa nação”.

Conforme informado pelo portal SputnikNews, o analista financeiro Dmitry Golubovsky declarou que:

“Por isso acho que não é uma boa ideia. O governo, que já desarrumou um sistema monetário, arruinaria o outro. O fato de que se trata de uma criptomoeda não muda nada. É uma espécie de unidade de conta lastreada pelas obrigações dos seus emissores”.

Gulobovsky ainda acrescentou que “(…) a utilização do Petro pode causar problemas com os reguladores norte-americanos, porque qualquer grande exportador, de uma forma ou de outra, ao trabalhar com dólar norte-americano deve levar em conta a postura do país emissor dessa moeda.

Desde 20 de fevereiro deste ano, a Venezuela iniciou a pré-venda da criptomoeda (Petro). Esta seria lastreada por mais de cinco bilhões de barris de petróleo produzidos pelo país. Porém, ainda em janeiro de 2018, o governo dos EUA advertiu que aqueles cidadãos que investirem no projeto venezuelano seriam perseguidos pela justiça por conta das sanções já impostas ao governo de Caracas.

A criação da criptomoeda pela venezuela visa a realização de transações diretas sem a tutela das instituições financeiras controladas pelos EUA.


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