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Pesquisa da PWC identifica obstáculos a adoção da tecnologia blockchain

Em uma recente pesquisa, a PWC identificou alguns fatores que dificultam a adoção generalizada da tecnologia blockchain. Dentre estes fatores, estão os usuais: incerteza regulatória e falta de confiança, mas há outros.

As principais barreiras para o desenvolvimento da tecnologia blockchain

Conforme os dados da pesquisa, existem dezenas de casos da adoção da tecnologia blockchain em vários processos de negócios. Porém, algumas questões relacionadas a compatibilidade, incerteza regulatória, compatibilidade e escalabilidade continuam perseguir os setores emergentes.

Todos esses problemas são bastante comuns dentro das blockchains em desenvolvimento. Mesmo plataformas blockchains públicos populares como Bitcoin e Ethereum têm lutado com problemas de escalabilidade. No início do ano, houve uma série de ataques contra blockchains públicas inseguras como Verge e Bitcoin Gold, levando a repetidos ataques de 51% e duplicação de dados.

Diversas iniciativas secundárias de adoção da blockchain  

Como parte do estudo intitulado “Blockchain is here. What’s your next move?” (“Blockchain está aqui. Qual é o seu próximo passo ?”), a PwC entrevistou 600 executivos de negócios espalhados em 15 regiões diferentes de todo o mundo. Mais de 80% dos participantes relataram que estavam envolvidos em casos de adoção de tecnologia blockchain em suas organizações. Mais de um quarto deste grupo disse que eles já tinham implementações piloto em produção de seus projetos de blockchain.

A pesquisa também revelou que o setor financeiro liderava o caminho na adoção da blockchain. Essa revelação não é de todo surpreendente devido à popularidade de criptomoedas como Bitcoin, Ether, etc. Outros setores importantes identificados pelo estudo da PwC incluem manufatura industrial, assistência médica e serviços públicos.

A China cresce na adoção da tecnologia blockchain

Bandeira chinesa em muro

Segundo o relatório, os Estados Unidos ainda são líderes globais no que diz respeito ao desenvolvimento de tecnologia blockchain. No entanto, a China está rapidamente se tornando uma ameaça ao domínio dos EUA sobre a tecnologia.

Recentemente, foi revelado que os conglomerados chineses submeteram mais patentes blockchain em 2017 do que qualquer outro país. Só os gigantes chineses Baidu e Tencent Holdings responderam por 56% de todos os registros de patentes relacionados ao blockchain de 2017.

As empresas chinesas estão supostamente interessadas em explorar a tecnologia, independentemente da repressão do país ao comércio de criptomoedas. Comentando sobre esta narrativa em desenvolvimento, o chefe blockchain da PwC, Steve Davies, disse:

Criar e implementar blockchain para maximizar seu potencial não é um projeto de TI. É uma transformação de modelos de negócios, funções e processos. Precisa de um business case claro e de um ecossistema para suportá-lo; com regras, padrões e flexibilidade para lidar com as mudanças regulamentares incorporadas.

Chineses utilizam blockchain para alertar sobre vacinas inseguras

Houve um escândalo recente na China sobre vacinas adulteradas. Um cidadão revelou a notícia num post na internet, mas logo derrubaram o post. Resultado? Registraram a notícia na íntegra no blockchain no Ethereum. E agora ninguém pode fazer nada para apagar a informação. E qualquer um pode lê-la.

O escândalo das vacinas na China

A China encontra-se envolvida em um novo escândalo. E desta vez não são os embates de mercado junto ao presidente Donald Trump ou as acusações de que a China realize trabalho escravo. Desta vez o assunto está relacionado a vacinas.

No último fim de semana soubre-se quem um fabricante de medicamentos,  a Changchun Changsheng Biotechnology estaria vendendo vacinas inseguras ou adulteradas. Tal situação causou um verdadeiro alvoroço entre os cidadãos chineses conforme reportado pelo site Futurism.

Lá, um blogueiro sob o pseudônimo de “Besta” (爷 爷 shouye) foi um dos primeiros a revelar a história. Ele utilizou um artigo investigativo para disseminar a denúncia. O artigo se tornou viral após publicado na rede social chinesa WeChat (O Facebook de lá).

Censura versus blockchain

Logo após a publicação, os mecanismos de busca chineses trataram de excluir a história em questão de horas. Rapidamente eles removeram qualquer indícios de reportagens e afins. Porém, os usuários de internet chineses descobriram uma maneira genial de manter a história publicada e fora do alcance da censura do país: adicionaram a matéria dentro de uma blockchain.

Adicionar o artigo em uma blockchain foi relativamente simples. Um usuário enviou a si próprio uma quantia de cerca de 0,47 dólares americanos de um ativo digital (criptomoeda). Ele publicou o artigo na íntegra nos metadados da transação – há um campo em cada transação onde você pode fazer anotações ou outras informações.

Como a blockchain do Ethereum é um livro público, qualquer pessoa pode visualizar a transação e ler o artigo incluído nela. Este livro-razão é descentralizado, assim, não há como as autoridades chinesas ou qualquer autoridade no mundo tenham chance de remover o artigo.

Este uso genial da blockchain foi inicialmente detectado pelo site chinês especializado em tecnologia chamado Technode. Mas esta não é a primeira vez que os cidadãos chineses se utilizam de tecnologia blockchain para compartilhar conteúdo que já fora removido pelos censores locais. Em abril, uma estudante publicou uma carta aberta fornecendo detalhes sobre as ameaças que recebeu por tentar obter informações de sua universidade sobre um caso de agressão sexual. Depois que a censura do país removeu a carta, os alunos a adicionaram dentro do blockchain da Ethereum, onde ela ainda permanece. Há outros casos onde este tipo de recurso – inserção de dados na blockchain, não foi utilizado para princípios tão nobres.

Blochchain

A internet na China

A internet na China é bastante diferente da que se utiliza aqui no ocidente. De acordo com várias organizações de direitos humanos, o país emprega mais de 40.000 monitores ou censores de internet. O único trabalho deles é o de garantir que as informações que o governo não deseja serem expostas fiquem de fora da internet. Lá, os cidadãos chineses são impedidos de utilizarem o Google, Facebook e outros sites bastante comuns no ocidente. Eles também não podem acessar sites que contenham notícias chinesas no exterior ou utilizar-se de palavras que o governo não aprova (a palavra “discordar”, por exemplo, não pode ser utilizada no site Weibo, um mix de Twitter/Facebook da China).

Ao utilizar-se da blockchain desta nova maneira, os cidadãos chineses podem ter tido finalmente a chance de discordar e de se expressar fora das paredes do governo.

 


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5 questões a se fazer antes de investir em uma startup blockchain

Como o interesse na blockchain ganhando força, a importância da educação dos investidores está em alta. Com centenas de novos projetos surgindo a cada semana, pode ser difícil separar o trigo do joio neste mercado. Nem todo projeto pode ser ou será bem-sucedido. Para complicar ainda mais, alguns vêm com um token de criptomoedas usado para angariar fundos.

Como você se protege antes de investir? Educação, educação, educação. Sempre defenda a pesquisa da equipe do projeto, o setor que eles estão tentando inovar e a leitura cuidadosa do whitepaper. Aprenda sobre o time envolvido. Ideias são sempre ótimas, mas a execução vence é que ganha o dia. Mas só porque algo parece bom no papel, isso não significa que vai viver durar.

Lembre-se de que sempre que alguém ganhar dinheiro em um negócio, alguém o perderá. No final do dia, ninguém tem uma bola de cristal para prever projetos de sucesso. Mas, existem algumas perguntas fundamentais que você precisa se perguntar (e encontrar as respostas) antes de investir seu dinheirinho suado. Vejamos como você pode identificar o valor de um projeto de ICO como um profissional por meio das dicas publicadas por este artigo da CCN:

O blockchain possui um token valioso?

Mineradores ou validadores são a alma de quase todos os blockchains. Eles escrevem as transações e, portanto, controlam os nós. Em troca desse trabalho (proof of work ou prova de trabalho), eles precisam ser incentivados e recompensados. Pense nos mineradores como contadores – e os contadores não trabalham de graça.

Se o projeto que você está pesquisando não tiver um token valioso, pergunte-se por que as mineradoras gostariam de investir seu tempo (ou quem? Um consórcio de indústrias?) e poder de computação para manter os nós blockchain funcionando sem problemas. Se a única maneira de alguém possuir o token é por meio de trocas e airdrops, pergunte: quem está fazendo o trabalho? Sem validadores, a adoção generalizada e o uso da tecnologia provavelmente falharão – e é aí que está o valor real.

Blockchain

Como os dados entrarão presentes no blockchain?

Se o projeto aparenta ser disruptivo em  um setor com sistemas legados comprovados, como as empresas migrarão seus dados para o blockchain? Blockchains diferentes possuem tamanhos de bloco diferentes, portanto, é necessário pensar em quantos dados caberão em cada bloco, quais dados serão pertinentes para armazenar no blockchain e como as empresas transferirão os dados para o blockchain. O armazenamento de todos os dados é necessário ou apenas um ponteiro para um armazenamento dos dados fora da cadeia?

Pode parecer uma perca de tempo checar isto, mas pense nas enormes quantidades de migração de dados que ocorreram durante o susto do Y2K. Algumas pessoas experientes ganharam muito dinheiro fazendo isso, e desta vez não será diferente.

A startup requer um consórcio para validar o seu uso?

Isso é inevitável, mas é algo que você sempre precisa considerar antes de investir. Se um projeto pretende ser disruptivo para um setor, você precisa pensar em todas as empresas do setor que também precisam adotar a tecnologia e os padrões.

Por exemplo, alguns projetos visam serem disruptivos para indústria da cadeia de suprimentos. Mas dentro da cadeia de suprimentos, há muitas empresas que precisam adotar totalmente a tecnologia para que o blockchain tenha impacto – fornecedores, fabricantes, transportadores, varejistas … a lista continua.

Implantações de inovações disruptivas em  indústrias estabelecidas leva tempo. É apenas uma questão de quanto tempo e quantos jogadores precisam dar o seu aval (buy-in) antes que a visão do blockchain se concretize.

Como os dados serão analisados e utilizados?

Agora que temos todos esses ótimos dados no blockchain, qual é o próximo passo? Pense em como os dados serão usados e quais benefícios eles fornecerão às empresas. Simplesmente armazenar dados em um blockchain e consultá-los por um dia não vai gerar valor para negócios ou a adoção ao projeto. Portanto, considere os benefícios específicos que uma empresa ou indústria obterá ao armazenar seus dados em um blockchain.

Um caso de uso interessante é ver quem está acessando os dados e como.

Vamos pegar uma ilustração da indústria de aeroportos como exemplo. Digamos que todos os aeroportos nacionais dos EUA adotaram uma blockchain específica para armazenar os dados dos voos. Você pode então analisar o número total de visitantes em cada aeroporto, mas também o que os passageiros estão fazendo em cada aeroporto, o tempo gasto em cada local e muito mais. Este nível de transparência é completamente exclusivo da tecnologia blockchain – simplesmente não era possível fazer isto antes.

O blockchain funciona na velocidade do negócio?

Em sua essência, blockchain é a “Internet das Transações”. O número de transações por segundo, ou TPS, são cruciais para o uso a longo prazo e a adoção da tecnologia blockchain – tanto pelas empresas quanto pelos consumidores.

Um único tamanho não serve para todos. Alguns blockchains são melhores para transações financeiras do que transações de processamento.

Se uma rede valida os dados muito lentamente, as empresas não poderão usá-la, independentemente de outros benefícios que ela forneça. Por exemplo, a mania recente pelo jogo Crypto Kitties. O Ethereum foi vítima de seu próprio sucesso – com tantas pessoas jogando Crypto Kitties, a rede estava atolada. Os tempos de transação e o custo aumentaram drasticamente simplesmente porque muitas pessoas estavam usando uma rede, que por seu próprio projeto, é de thread (fluxo) único. Pense nisso como uma estrada de uma única via.

Agora pense em grandes corporações internacionais e quantas pessoas precisariam estar usando um blockchain simultaneamente. Se a rede não conseguir lidar com volumes de tráfego e uso altos, ela não será adotada por grandes empresas que precisam de acesso instantâneo a seus dados.

Depois que você conseguir entender e responder a essas perguntas com confiança antes de investir, não apenas poderá identificar projetos de alto valor, mas também terá um melhor entendimento do ecossistema blockchain. O verdadeiro valor do blockchain não vem dos porta-vozes chamativos, de um roteiro de desenvolvimento bem elaborado ou de uma série interminável de anúncios. Tudo se resume a execução e adoção.


Imagens: Pixabay

BNDES disponibiliza conteúdos para desenvolvedores de software

O BNDES por meio de uma página específica conhecida como Developers@BNDEs passa a disponibilizar conteúdos específicos para desenvolvedores de software. O objetivo da instituição é de fornecer APIs abertas como parte de sua iniciativa de Open Banking.

Por meio da página, qualquer desenvolvedor poderá ter acesso a uma Loja de APIs , fóruns e análises. As APIs disponibilizadas são oferecidas nas seguintes categorias:

Opções de financiamento
Consulta às opções de financiamento do BNDES de acordo com o perfil e necessidade dos interessados, tais como natureza da empresa, porte, prazo e valor.

Simulador de financiamento
Simula as parcelas para cada opção de financiamento do BNDES.

Moedas contratuais
Consulta às moedas e taxas utilizadas nos contratos realizados pelo BNDES.

Cartão BNDES Fornecedor(Necessita de cadastro prévio para acesso)
Integre seu negócio, mantenha seu catálogo de produtos e realize vendas através do Cartão BNDES.

BNDES Online(Necessita de cadastro prévio para acesso)
Aprovação de operações e liberações de crédito totalmente online.

Canal MPME (Necessita de cadastro prévio para acesso)
Plataforma online para solicitações de financiamento voltada para MPMEs.

BNDES@developers
Página do site BNDES@developers. Fonte: BNDES

Os principais materiais disponíveis na plataforma são:

Material de referência
Disponibilizamos documentação completa das APIs para te ajudar a usar nossos serviços!

Testes online
Faça chamadas às nossas APIs diretamente do nosso portal, sem a necessidade de criar uma aplicação.

Fórum de suporte
Tire dúvidas e compartilhe suas experiências com outros desenvolvedores e a equipe do BNDES.

 


Imagens: Cortesia do BNDES e/Rafael Andrade/Folhapress/JC

Navegador Brave: Primeiro browser baseado em blockchain

Com a segurança das informações na internet tendo se tornado uma preocupação constante dos usuários, os desenvolvedores do Brave Browser (Navegador Brave) tiveram a proposta de “consertar a web”. A proposta deste navegador é a de oferecer aos usuários uma experiência de navegação mais segura, rápida e aprimorada. Porém, há um detalhe novo, o navegador utiliza a tecnologia blockchain.

Receita para geradores de conteúdo

Além de possuir um bloqueador de anúncios, o navegador permite que os usuários naveguem na internet e permitam que os webmasters gerem receita. Ao integrar os pagamentos do Bitcoin diretamente no navegador, o Brave permite que os usuários deem uma espécie de gorjeta aos seus sites favoritos se tiverem uma carteira ativa do Bitcoin para receber pagamentos. No topo dos aspectos monetários, que visam substituir a publicidade por um modelo de tokenização, a Brave também está focada em aumentar a privacidade.

navegador brave browser
Navegador Brave. Fonte: Brave browser.

ICO e número crescente de usuários

O projeto ainda é relativamente novo, com a ICO realizada apenas no semestre passado, quando a Brave Browser levantou cerca de US $ 36 milhões durante a venda de tokens em 30 segundos para o Basic Attention Token (BAT) da plataforma. No entanto, o Brave Browser é agora um dos 10 principais aplicativos da “categoria de aplicativos de comunicação gratuitos” da Google Play Store em 21 países, incluindo os EUA, o Canadá, a França, a Coreia do Sul e a Argentina.

Na terça-feira, o navegador criado pelo criador do Javascript e co-fundador da Mozilla, Brendan Eich, anunciou a conquista de 3 milhões de usuários ativos mensais, obtendo mais um marco significativo para o projeto

Mais de 18.000 publicadores e criadores de conteúdo registaram-se como publicadores de conteúdo verificados, permitindo-lhes recolher BAT (moeda do projeto) doado por utilizadores do Brave. Dessas, a grande maioria são contas do YouTube e do Twitch, provavelmente devido ao fato de que plataformas de hospedagem, como o YouTube, recebem cortes significativos na receita de anúncios compartilhados.

No mês passado, o Brave Browser lançou uma oferta mensal de BAT de US $ 500.000,00 para usuários de navegadores, juntamente com pagamentos mensais para os Brave Publishers. O novo programa de afiliados BAT oferece aos usuários aproximadamente 5 dólares em BATs promocionais

Atualizações do Navegador Brave

Além disso, a empresa adicionou vários novos recursos na versão desktop de seu navegador. Primeiro, o Navegador Brave atualizou o suporte para a guia Tor durante as sessões de navegação privada, protegendo ainda mais a segurança dos usuários envolvidos em atividades confidenciais.

Em segundo lugar, a empresa começou a testar uma publicidade opt-in que premia os usuários e os editores. Uma vez lançado com sucesso, esse recurso permitirá que os usuários recebam até 70% da receita bruta de anúncios, que serão nativos do navegador Brave, e não dos próprios sites. A receita será distribuída entre usuários e editores da BAT, que serão convertidos para moeda local por meio de uma parceria com a plataforma de negociação de criptomoedas. a Uphold.

No entanto, embora a Brave esteja expandindo rapidamente sua base de usuários, poderá enfrentar em breve a concorrência pela atenção da comunidade de criptomoedas. No início desta semana, a Bitmain pagou US $ 50 milhões pelo controle do navegador Opera. Dias depois, o navegador anunciou sua intenção de se tornar o primeiro navegador a introduzir uma Ethereum wallet nativa e aplicação descentralizada (dApp).

6 universidades para se estudar Blockchain

Sendo uma tecnologia que tem sido utilizada em várias aplicações, a Blockchain vem se consolidando como uma tendência tecnológica. Mais do que sinônimo de Bitcoin, a tecnologia tem sido bastante utilizada no Brasil no apoio a bancos e outras instiuições e até para a verificação de doações eleitorais.

Com o seu uso e adoção crescentes, eleva-se também o interesse no conhecimento do tema. Isto inclui profisisonais, geralmente de Ciências da Computação e Direito que desejam operar e entender melhor este sistema.

Alguns cursos já apresentam-se como referência internacional no tema e também sobre criptomoedas. A lista abaixo foi divulgada pelo site Trustnodes.

Cornell University – Nova York (Estados Unidos)

Sendo considerado uma das grandes referências internacionais em blockchain, a presença de Emin Gün Sirer faz toda a diferença nesta universidade. Na Cornell University, Emin é professor do Departamento de Ciências da Computação e também é responsável por ter criado o protocolo Bitcoin NG. Além disso, ele é o cocriador da Iniciativa para Criptomoedas e Contratos Inteligentes (IC3). Esta iniciativa desenvolve ações para disseminar operações envolvendo criptomoedas.

Vitalik Buterin na Universidade de Cornell,
Vitalik Buterin na Universidade de Cornell.

 

Universidade de Cambridge (Inglaterra)

Aos interessados no impacto econômico da tecnologia blockchain e não interessa-se por desenvolvimento de software, o Centro para Finanças Alternativas pode ser uma excelente escolha. Localizado na Universidade de Cambridge, lá são estudadas novas formas de aplicação da estrutura da cadeia de blocos nos sistemas tradicionais. Obviamente, as criptomoedas estão entre as áreas estudadas neste centro.

Universidade de Cambridge
Universidade de Cambridge

 

University College London – Londres (Inglaterra)

O UCL possui um espaço para a discussão da tecnologia blockchain. Trata-se do Centro para Tecnologias Blockchain. O centro conta com pesquisadores de áreas transversais à tecnologia. Lá, você encontrará profissionais desde a ciência comportamental à matemática aplicada conversando e convergindo sobre Blockchain.

De acordo com a universidade, mais de 500 alunos e 75 pesquisadores já se debruçam sobre o tema. Os números já exemplificam que este centro é um dos principais protagonistas no estudo da blokchain no mundo.

 

MIT – Cambridge, Estados Unidos

O MIT – Instituto de Tecnologia de Massachussets é uma da universidades mais famosas nos EUA. A instituição também é uma das pioneiras no incentivo a pesquisa sobre blockchain. O instituto ainda financiou desenvolvedores de criptomoedas e liberou o acesso ao bitcoin para alguns de seus estudantes de pós-graduação.

O  seu centro de pesquisas para blockchain  (blockchain.mit.edu) constantemente publica estudos e periódicos sobre o assunto. O MIT é conhecido por ter capacitado algumas das mentes mais brilhantes dos EUA.

Vista aérea do MIT.
Vista aérea do MIT.

 

John Hopkins – Baltimore (Estados Unidos)

Foi nessa universidade norte-americana que foi criada em 2016 a Zcash, uma criptomoeda feita pensando na privacidade das transações, com uma criptografia específica. A instituição tem um curso para introdução ao mundo do blockchain, indo desde os conceitos básicos às diversas aplicações, e o conteúdo está disponível online.

A Zcash, criptomoeda pensada para garantir a privacidade das transações foi concebida dentro do campus desta universidade em meados de 2016. A instituição conta co um curso sobre a Introdução ao mundo da Blockchain. O curso cobre desde os aspectos mais básicos as aplicações da tecnologia. O conteúdo do curso CS 601.641/441: Blockchains and Cryptocurrencies está disponível online.

Johns Hopkins University
Johns Hopkins University

 

Escola de Direito de St. Mary – San Antonio (Estados Unidos)

Para quem tem um maior interesse em explorar o aspecto jurídico da blockchain, esta universidade texana pode ser uma boa oportunidade. A professora Angela Walch é considerada uma pioneira no estudo do tema. Ela foi uma das primeiras pessoas a direcionar um código de ética para programadores blockchain. Conforme a tecnologia torna-se mais popular, sua discussão ética e jurídica torna-se cada vez mais pertinente.

 

 

Imagens: Cortesia de Trustnodes.

Escola de Magistratura do Rio Grande do Norte estudará Blockchain e IA

De acordo com o website Criptoeconomia, A Escola de Magistratura Federal do Rio Grande do Norte (ESMAFE/RN), instituiu um grupo de pesquisa e extensão voltado para o estudo de Inteligência Artificial (IA) e Blockchain. O objetivo será a análise do impacto destas tecnologias sobre o direito, a informação e as relações sociais. Ainda de acordo com a publicação, a decisão integra a Portaria de nº 07/18 publicada na última quarta-feira, 11 de julho de 2018.

Esforço coletivo

O projeto seria fruto do esforço e articulação coletiva as seguintes instituições: grupo Legal Hackers, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e da Justiça Federal do Rio Grande do Norte (JFRN).

Seu objetivo é o de informar e apoiar o entendimento sobre as mudanças econômicas, de comportamento (sociais) e culturais provocadas pelos exponenciais desenvolvimentos tecnológicos. O grupo também pretende estudar os impactos éticos e jurídicos resultante deste contexto de transformação tecnológica (conforme destacado pelo art.4º da referida portaria).

O projeto de extensão terá dois flancos de pesquisas:

  • Inteligência Artificial, Big Data e Direito;
  • Blockchain, Aplicações e Regulação;

Ambos serão coordenados respectivamente pelo cofundador do Legal Hackers São Paulo, Victor Maranhão (Advogado) e pela Vice-presidente da Comissão de Direito das Inovações e Startups da OAB/RN, Amanda Lima.

Rede distribuída, blockchain

Quando perguntada sobre o projeto, Amanda Lima disse:

“Acredito que este seja o primeiro projeto de extensão promovido por uma Justiça Federal para estudar a blockchain e seus impactos no direito e na sociedade”.

De acordo com a advogada, o curso estará aberto para todos aqueles interessados pelo tema desde que os requisitos para a participação no mesmo sejam cumpridos. O edital será lançado em breve com mais detalhes sobre as diretrizes do grupo de estudos.

Para obter mais informações sobre o grupo e o futuro edital, acompanhe o site e as redes sociais da JFRN.

 

 

Suiça cria grupo para ajudar empresas blockchain a abrir contas em bancos

O diretor financeiro de Zug, na Suíça, Heinz Tännler, pediu à Associação dos Banqueiros Suíços (SBA, na sigla em inglês) que crie um grupo de trabalho para ajudar as empresas de blockchain a abrir contas bancárias, conforme informado pelo cash.ch no dia 26 de junho.

Como as empresas blockchain e de criptomoedas enfrentando dificuldades para abrir contas bancárias no país, Tännler, juntamente com o diretor financeiro da Zurich Ernst Stocker, levou a questão à atenção do Conselho Federal Ueli Maurer. Tännler está preocupado com o risco de perder negócios para países com ambientes bancários mais amigáveis.

Tännler disse que o blockchain oferece um grande potencial para a Suíça, afirmando que “não deve ser possível a Suíça perca uma indústria inovadora porque impossibilita transações de pagamento”. Posteriormente, Maurer convocou uma reunião com representantes do Banco Nacional Suíço (SNB), a Secretaria de Estado para Assuntos Financeiros Internacionais (SIF), a Autoridade Supervisora ​​do Mercado Financeiro Suíço (FINMA), a SBA, Hypothekarbank Lenzburg e os distritos de Zurique e Zug. .

Como resultado, foi criado um grupo de trabalho liderado pela SBA, encarregado de elaborar recomendações para os bancos sobre como lidar com empresas de blockchain locais para abrir uma conta. As recomendações também serão consolidadas com o FINMA.

Franco Suíço
Franco Suíço / Pixabay

De acordo com cash.ch, a Direcção de Impostos do Distrito de Zug emitiu uma declaração dizendo que a razão para a falta de segurança jurídica dos bancos reside na necessidade de cumprimento de todos os regulamentos do mercado financeiro, especialmente com a lavagem de dinheiro. De acordo com a declaração, as regulamentações do mercado financeiro existentes não são adaptadas para empresas baseadas em blockchain.

No início deste mês, o Hypothekarbank Lenzburg tornou-se o primeiro banco na Suíça a fornecer contas de negócios para empresas de blockchain e criptomoedas. Enquanto o Falcon Private Bank fornece serviços de gerenciamento de ativos criptografados desde o ano passado, o CEO do banco confirmou que eles são os primeiros no país a abrir contas de empresas para empresas de blockchain e criptomoedas.

Em maio, a decisão dos bancos poloneses de não cooperar com a BitBay, a maior bolsa de criptomoedas da Polônia, forçou a empresa a suspender suas atividades no país. A bolsa anunciou que reabriria com um novo fornecedor na jurisdição da República de Malta, onde as leis locais são mais brandas com os negócios relacionados a criptomoedas.


Imagens:

Fonte: Cointelegraph

Teresina será pioneira na utilização da blockchain no transporte público

Segundo anúncio da prefeitura do município, a cidade de Teresina no Piauí será a primeira idade do mundo a utilizar-se da tecnologia Blockchain para a gestão do transporte público. A tecnologia que em uma tradução literal significa “cadeia de blocos” é uma forma de informação e validação de informações bastante utilizada no mundo das criptomoedas. Funciona como se fosse um grande “livro de registro” inviolável.

Por meio desta tecnologia, a cidade piauiense armazenará de maneira digital, segura, eficiente, em único lugar e acessível à população, todas as informações relativas ao transporte coletivo. A exemplo de:cumprimento de ordens de serviço e relatórios de viagens, dentre outras. O objetivo é melhorar os serviços e aproximar a sociedade de processos de tomada de decisão na gestão pública, proporcionando uma comunicação confiável e direta.

A iniciativa desta aplicação pode ser considerada pioneira no mundo. Foi desenvolvida pela Prefeitura de Teresina por meio da Secretaria Municipal de Planejamento e Coordenação (Semplan) e Agenda 2030, em parceria com a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito e a Organização dos Estados Americanos (OEA), por meio de sua Escola de Governo Aberto, e com a Fundação Hyperledger.

O projeto da Prefeitura, que é denominado “Observatório da Mobilidade: blockchain para a co-gestão do transporte público”, já foi selecionado pelo Fundo Europeu para o Clima e receberá o investimento de 300 mil Euros. Por se tratar de uma estratégia inédita de urbanismo, a proposta pode se beneficiar do apoio das agências implementadoras do programa Euroclima+, assim como dos fundos da União Europeia.

“A Prefeitura de Teresina tem feito todo o investimento na parte de infraestrutura, como construção de terminais e corredores, então a gente precisa saber se a operação do sistema deles está adequada e como é que a gente faz o controle da operação. A administração municipal já faz esse monitoramento, mas buscamos algo mais tecnologicamente evoluído. Então elaboramos uma proposta que pudesse melhorar o transporte público na sua gestão”, ressaltou a coordenadora da Agenda 2030 em Teresina, Gabriela Uchoa.

“Esse projeto inovador de Teresina que sistematiza essa gestão da operação e faz ela transparente, aberta para população, num sistema que é o blockchain, que não pode ser modificado, alterado. Qualquer modificação que é feita é rastreada. A ideia é que se crie um comitê de co-gestão e monitoramento desses dados e validação deles e toda essa parte de funcionamento que envolve o transporte coletivo seja monitorado através do sistema blockchain”, explicou Gabriela.

O objetivo do projeto visa ações para a transformação de Teresina em uma cidade inteligente, do futuro e sustentável, a blockchain no transporte público visa oferecer para o município o aumento da confiabilidade entre os envolvidos no sistema de transporte e melhora do serviço; o compartilhamento de responsabilidades pelo bom funcionamento do transporte público e aumento de sua eficiência; além da priorização de que o transporte público tenha impacto na redução da emissão de gases de efeito estufa.

Ponte de Teresina

 

Como a blockchain funciona?

A Blockchain funciona como um livro e registros digitais distribuídos. O seu mecanismo é capaz e gerar um consenso ou acordo sobre cada nova geração. Assim, cada nova informação gerada aparece como um novo “bloco” dentro da cadeia de informações. As incorporações dos blocos dentro desta cadeia é obtida por meio da validação das transações. As validações são feitas por participantes de uma rede por meio de votação, assinatura digital ou similar.

Tal particularidade significa que nenhuma informação pode ser alterada sem que todos os envolvidos que compõem a rede tenham conhecimento desta alteração. Incorporar a blockchain a temas complexos como a gestão de sistemas urbanos, por exemplo, significa aumentar a transparência e, consequentemente, a eficácia da operação destes sistemas.

 

CamSoda: Troque suas fotos íntimas por Bitcoins

A já conhecida plataforma adulta CamSoda (que funiona como um sexcam) resolveu inovar com a aplicação da Blockchain em seu modelo de negócios. A partir da criação da ferramenta chamanda CockBlockchain, a plataforma permite que nudes e as selfes de genitálias sejam compartilhadas de forma totalmente anônima. Tais imagens poderão até ser trocadas por criptomoedas como recompensa pela exposição de suas partes íntimas.

Como funciona o CockBlockchain da CamSoda?

Os usuários cadastrados podem enviar suas fotos íntimas para a plataforma. Através da PRTV (expressão em Inglês) que significa “tecnologia-de-reconhecimento-de-pênis-e-vaginas”, a CockBlockchain fará o reconhecimento do que consta na imagem. Após avaliação e consequente aprovação, o usuário poderá lançar uma descrição de até 20 caracteres à sua imagem. Após isso, a imagem será postada em um perfil totalmente anônimo.

O usuário poderá requisitar a visualização de partes íntimas de outras pessoas. Ele também pode receber pedidos de pessoas interessadas em observar as suas imagens. Assim, como em um game, o usuário decide quem tem acesso à sua intimidade e quem ficará apenas na curiosidade plena.

Após este processo, a pessoa também poderá negociar suas imagens íntimas em troca de quantias em Bitcoin. Ela também poderá realizar trocas de criptomoedas por meio da plataforma que opera através da Blockchain. Um ponto relevante é que, para as trocas ocorrerem, ambos os usuários devem consentir para que isto aconteça.

Resta saber apenas se a novidade agradará aos já atuais usuários do CamSoda. Espera-se ainda que outros serviços relacionados à privacidade e à Blockchain sejam cada vez mais aplicados ao segmento pornô.

Fonte: Mashable