Blockchain

Blockchain poderia acabar com a corrupção no Brasil?

A Blockchain pode vir a  ser uma solução interessante para o sistema de registro de terras no Brasil e em outros campos onde a corrupção e atividades fraudulentas são comente encontradas.

O Brasil atualmente passa por uma crise política importante alavancada pela maior investigação de corrupção do mundo: a oporação lava-jato. Há quem acredite que o país poderia contar com a tecnologia Blockchain para combater fraudes e corrupções, permitindo que a tecnologia ajudasse em algumas frentes. No final de 2017, a empresa de tecnologia estatal brasileira Serpro lançou uma plataforma blockchain. A intenção é de promovê-la para diferentes indústrias e nichos no país.

Segundo Glória Guimarães, diretora-presidente da Sepro:

“É uma boa ferramenta para reduzir a corrupção e a fraude. Eu vejo isso mais como uma maneira de ajudar os cidadãos, as empresas (e) o governo a melhorar seus controles, reduzir fraudes e melhorar seus registros “.

 Glória Guimarães, diretora-presidente da Sepro que iniciou atividades relacionadas à blockchain

Glória Guimarães, diretora-presidente da Sepro

Há uma expectativa de que a plataforma construída pela Serpro possa conter a corrupção e fraude no sistema de títulos de terra que frequentemente são desatualizados no Brasil. Os esquemas fraudulentos neste tipo de sistema têm um impacto direto na Floresta Amazônica, cuja área comumente é reduzida pela grilhagem de terras destinada à produção de carne bovina e soja.

Guimarães revela ter esperança de que a instituição possa vender a plataforma blockchain a várias empreas, incluindo agentes de registro de terras. Sobre isso afirmou:

“É para todas as empresas que exigem a obtenção de informações confiáveis, válidas e credíveis. É uma rede confiável com os protocolos mais seguros possíveis e com o menor risco de fraude e pirateamento”.

Atualmente, cerca de 3.400 cartórios se inscrevem e controlam a propriedade da terra no Brasil. Dada a ausência de uma rede única centralizada a nível naiconal, o sistema tem sido corrompido com frequência. A situação pode mudar caso uma plataforma blockchain fosse implementada por estes cartórios, uma vez que a tecnologia garante a transparência e a segurança dos dados.

Um cartório na cidade de Pelotas está entre os primeiros no país a testar um sistema blockchain. A empresa de tecnologia baseada nos EUA Ubiticity faz parte do projeto. Uma parceira da empresa, Marina Reznik disse que o desejo e o de que se produzam registros confiáveis ​​com a ajuda da blockchain.

A Ubiticity pretende expandir seus negócios para outras cidades do Brasil, do Chile e dos EUA.

Um estudo canadense mostrou que a maior parte das terras no Brasil ainda não possuem títulos. Os povos indígenas historicamente têm tentado reinvidicar as suas terras com base em direitos ancestratis. No entanto, eles frequentemente perdem as disputas contra elites locais e agricultores. Em 2016 haviam cerca de cinco milhões de famílias sem terra no país.

O Brasil lançou um processo de demarcação da terras, dando parcelas estatais a pequenos agricultores. Para tornarem-se legais, as alocações devem ser registradas por cartórios, que muitas vezes favorecem elites locais pagadoras de subornos. Esta fraude bastante comum leva a muitos conflitos de terra. A  Global Witness nomeou o Brasil o país mais mortal para ativistas dos direitos da terra.

Além da corrupção na área de títulos de terras, o Brasil foi abalado por uma investigação de suborno de contratados a políticos e executivos de empresas estatais em troca de projetos públicos. Até agora, o inquérito arrastou dois ex-presidentes, enviou dezenas de funcionários para a prisão e ordenou que a Petrobrás estatal pagasse cerca de US $ 3 bilhões em multas.

Blockchain poderia transformar muitos dos sistemas e operações do país. Anteriormente, relatamos que o Brasil pretendia usar Ethereum para petições populares.

Para saber mais sobre os projetos da Serpro relacionados à blockchain, clique aqui.

 

Sem respostas

Entre na discussão